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montesclaros.com - Ano 26 - terça-feira, 26 de maio de 2026
 

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Mensagem: O DILÚVIO INVISÍVEL E A NATUREZA IMORTAL Na noite de 7 de abril de 2020, sob o isolamento do resguardo sanitário [lockdown], busquei a Superlua no céu. Não a encontrei em sua totalidade, mas no escuro da janela, comecei a decifrar o enigma da Covid-19. Meus pensamentos vagaram pelas mentes de Lavoisier e Charles Darwin, até pousarem no avô deste último: o Dr. Erasmus Darwin. Médico, botânico e poeta, Erasmus já vislumbrava, ainda no século XVIII, a grande explosão cósmica que originou tudo. O isolamento nos forçou a buscar padrões. Percebi que o universo, para mover suas engrenagens astrais, precisou do Big Bang. Resta saber se, para reequilibrar a biologia, o planeta não está forçando o seu próprio Big Crunch. A Terra sempre foi implacável com a vida. Mas se antes ela agia pontualmente — um vulcão ali, um tremor acolá —, hoje ela nos impõe uma névoa viral difusa. Vivemos um dilúvio previsto por Nostradamus, o aviso de que a mãe natureza revida quando adoece. Diante das decisões humanas, muitas vezes erráticas e perdidas no ´achismo´, a natureza segue sua marcha silenciosa com um único decreto: ´Quem me obedecer, salvar-se-á´. As metamorfoses do cosmos e da biologia agora cobram uma transmutação espiritual e social. Diante do vírus, somos despidos de certezas. Todos adoecem, todos fenecem. O que nos resta é a calma e a prece. O Dr. Erasmus Darwin sabia disso quando, em 1791, escreveu em seu poema A Economia da Vegetação: ´Flores do céu! Também vós haveis de envelhecer, frágeis como vossas irmãs de seda do campo... Sóis afundam em sóis, e sistemas esmagam sistemas... até que, emergindo da tempestade, a natureza imortal eleva sua forma mutável, monta de sua pira funerária nas asas de fogo, e sobe e brilha, outra e a mesma coisa!´ Séculos depois, as palavras do poeta ecoam nos alertas de Tedros Adhanom, da OMS neste 2026, sobre os surtos de Ebola na África. O perigo muda de nome, o vírus muda de cepa, mas a constante permanece. Tudo transmuta. A natureza permanece imortal porque, no fim das contas, a vida sempre dá um jeito de continuar. Em tempo: Parte da crônica foi baseada do poema A Economia da Vegetação (1791) de Erasmus Darwin XXI – V - MMXXVI (*) José Ponciano Neto é Técnico em Recursos Hídricos / Meio Ambiente – Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros -IHGMC e da Academia Maçônica de letras do Norte de Minas AMALENM – Colunista Literário do Site: montesclaros.com / 98,0 FM – Colaborador Novo Jornal de Notícias

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